TEMPO DE IRRIGAR

MODELOS DE PROJETOS DE BENEFICIAMENTO DE PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS COM SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO:



O presente trabalho constituiu um esforço da antiga Diretoria de Engenharia Rural do DNOCS - Equipe de Coordenação do PROINE, por mim dirigida, no sentido de uniformizar e racionalizar procedimentos no que toca a elaboração de pequenos projetos de irrigação à nível de propriedade privada.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

2.2.4 - Determinação das Unidades de Irrigação

2.2.4 - Determinação das Unidades de Irrigação: Geralmente em irrigação localizada, todas as áreas estão divididas em pequenas subunidades de irrigação, as quais podem ser irrigadas simultaneamente ou isoladas.O seu funcionamento é homogêneo, dipondo em sua cabeceira, um dispositivo (cabeçal de irrigação), ligado a tubulação primária, composto de filtros , reguladores de pressão e/ou registros, equipamentos de ferti-irrigação e outros.

a - Nº de unidades operacionais (Nu)
- Nu = Jornada de trabalho x frequência de irrigação / tempo de irrigação

b- Área por unidade operacional (Au), em ha.
Au = área ocupada pela cultura / nº de unidades

c - Nº de emissores por unidade (NºEu)
- NºEu =area da unidade x nº de emissores por planta / espaçamento da cultura

d - Nº de unidades irrigadas por posição (NºUp)
- NºUp = nº total de unidades / (jornada de trabalho x frequência média

2.2.5 - Cálculo da Vazão de Projeto (Qp)
a -Qp = Nº de emissores por unidade x vazão nominal x nº de unidades por posição
Qp = NºEu x Q x NºUp = l/h

2.2.6 - Determinação do Diâmetro das Tubulações
a - Linhas terceárias (porta emissor):
- Nº de Emissores (NºE)
- Comprimento, em m:
Comprimento real (L)
Comprimento virtual (Lv), Lv = L + (nº de saidas ou emissores x 0,35) ¹
- Vazão do ramal (Qr), em l/h
Qr = Vazão do Emissor + Nº de Emissores (l/h)
- Perdas de cargas na linha porta emissor(admissivel , 0,08 x Ps)¹

-Desnível geométrico, em metro ( se ascendente somar as perdas de carga, se descendente subitrair).

(¹)-Calculada pela fórmula de Cruciani- Margaritora, para tubulação de polietileno:



Sendo:

J = perda de carga na linha, em mca da tubulção.

L = comprimento virtual, em m.

Q = vazão , em m³/h.

D = diâmetro interno da tubulçáo, em m.

F = fator que depende do número de saidas ou emissores na linha.



Obs: Uma tabela com os valores de F, constará dos 'Anexos do Projeto'.



b - Linhas secundárias

- Comprimento,em m.

Comprimento real (L)

Comprimento virtual (Lv) = L + (nº de saidas x 0,35)

- Vazão, em m³/seg (soma das vazões das terceáreas em operação)

- Perdas de cargas na linha (admissivel 0,12 x Ps), como a tubulação é polietileno, utiliza-se a fórmula de Cruciani-Margaritora.



c - Linha primária ou principal

- Comprimento, em m.

- Vazão (Q = vazão das Unidades a irrigar por posição), em m³/seg.

-Diâmetro interno, em m.

- Velocidade da água.

-Perdas de cargas ( como a tubulação é de PVC, usa-se a fórmula de Veronese-Datei para os cálculos).

-Desnível geométrico, em m.



Sendo:

-J = Perda de carga, em mca da tubulção.

-D = Diâmetro interno da tubulação em m.

-L = comprimento da tubulção em m.

-Q = vazão em m³/seg

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