TEMPO DE IRRIGAR

MODELOS DE PROJETOS DE BENEFICIAMENTO DE PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS COM SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO:



O presente trabalho constituiu um esforço da antiga Diretoria de Engenharia Rural do DNOCS - Equipe de Coordenação do PROINE, por mim dirigida, no sentido de uniformizar e racionalizar procedimentos no que toca a elaboração de pequenos projetos de irrigação à nível de propriedade privada.

domingo, 25 de julho de 2010

Metodologia

Os modelos para Elaboração de projetos de irrigação estão constituídos de três capítulos:
1. Projeto de Investimento;
2. Projeto de Engenharia de Irrigação;
3. Anexos.
1. Projeto de Investimento:
Em linhas gerais mostra a identificação do mutuário e dos imóveis à beneficiar, bem como, características físicas e climatologia da micro região onde se encontra a propriedade;
Os recursos de solo e água disponíveis e / ou a potencialidade existentes;
O uso atual das terras e as benfeitorias existentes;
A avaliação da propriedade e compromissos assumidos com Instituições Financeiras referentes ao imóvel ou produção;
O sistema atual de exploração do imóvel; a produção obtida no último ano e o processo de comercialização da mesma;
O plano de investimento proposto, com uma descrição dos melhoramentos a serem introduzidos, bem como da execução das obras e funcionamento dos equipamentos;
A tecnologia empregada no processo de exploração com os melhoramentos introduzidos;
As inversões financeiras detalhadas com épocas oportunas de realização de programas, de produção e venda Demonstrativos de Receitas, Custos e Capacidade de Pagamento até o do ano de consolidação do projeto;
Esquema de retorno do capital financiado ao agente financeiro;
Parecer da Equipe de Elaboração do Projeto sobre a viabilidade técnica econômico do empreendimento.


FICHA DE IDENTIFICAÇÃO Nº_______



1 - Proponente

- Nome:______________________________CPF:___________Est.Civil:_________.

- Residência:

- Tradição na Agropecuária:_______Anos.

- Outras atividades que exerce:


1.2 - Característica da Empresa:


1.3 - O imóvel a Beneficiar


1.3.1- Caracterização Geral:


-Denominação:_____________________________, Nº Reg.INCRA:__________.


-Município:___________________________,Distrito:_____________________.


- Regime de Exploração: (conta própria, outro).


-Mão-de-obra Disponivel:(homem dias).

a) - Familiar:___________, b) - Assalariada:[ permanente:____,temporária:_____ ].


- Melhor Itinerário para o Imóvel:



1.3.2 - Características Físicas:

- Fisiografia: ( relato sucinto da situação fisiográfica da área dop projeto, referente a relçevo, vegetação, etc.).

- Clima : ( obter através de estação metereológica próxima da área, dados climatológicos possiveis:(chuvas, temperaturas, velocidade dos ventos, insolação, umidade relativa do ar, etc.).

- Solos: Constitui um elemento básico na irrigação; descrever as características dos solos da propriedade como um todo, e detalhada da área a irrigar, ( textura, estrutura,desidade aparente, porosidade, infiltração e permeabilidade).

1.3.3 - Recursos Hídricos:


sexta-feira, 23 de julho de 2010

ESPLORAÇÃO ATUAL

1.3.6 - Semoventes:

1.3.7 - Máquinas, Implementos e Veículos:


(1) - Registrar, conforme o caso os itens: tratores, grades, arados, carretas, carro de boi, cultivadores, eletro e/ou moto-bombas, caminhões etc.
(2) - Tipo, capacidade e/ou potência.

1.3.8 - Esploração Atual: (Descrever as principais linhas de exploração do imóvel, indicar as áreas exploradas por culturas e o sistema de cultivo).
-
-
-

1.3.9 - Produção obtida no último ano:

quinta-feira, 22 de julho de 2010

AVALIAÇÃO DO IMÓVEL

1.3.10 - Avaliação do Imóvel:


1.3.11 - Dívidas Bancárias do Proponente:


quarta-feira, 21 de julho de 2010

O PLANO PROPOSTO

1.3.12 - O Plano Proposto:

- Enurmerar as obras a serem implantadas, bem como, as aquisições de implementos, máquinasagrícolas, veículos, os equipamentos de irrigação e outros.

-Indicar o processo de exploração programado, sumarizando: a) - época e modalidade das operções de fundação, manutensão e colheita (exploração agrícola); b) - condições de manejo e alimentação do rebanho bovino e outros (exploração pecuária).

1.3.13 - Indicadores Técnicos Previstos¹:



(1) - Parâmetros a serem utilizados na elaboração dos quadros : "evolução o rebanho, programa de produção e vendas e custo de produção".

1.3.14 - Caracterização do Processo Produtivo:
- Objetivos:
Os objetivos de tipo geral pretendidos com a implantação das obras e investimentos na modernização do sistema produtivo. A introdução da irrigação e o aproiveitamento racional dos recursos hídrficos, fator gerador de riqueza e segurança na obtenção de produção e renda,mesmo nos anos de estiagens.
- A melhoria do rebanho existente com a racionalização do manejo, aquisição de matrizes selecionadas,etc,.
- A utilização de mudas e sementes selecionadas, bem como, o uso de adubos e defensivos agrícolas.
- A assitência técnica, tanto na orientação do manejo produtivo, comol, na comercialização dos produtos.

terça-feira, 20 de julho de 2010

PROGRAMA DE: Produção e Vendas - Inversões e Aplicação de Recursos

1.3.15 - Programa de Produção e Vendas:

(1) - Indicar, em nota de rodápé, a raça ou grau de mestiçagem dos animais vendidos para rfeprodução e outras informações complementares de interesse.
(2) - Produtos agrícolas: adotar preços mínimos governamentais; quando iniexistentes utilizar o preço de mercado;
- Produtos pecuários: a) - leite, novilhos/as para reprodução, suinos, ovinos, cap´rinos - adotar preços vigentes noi mercado local; b) - bois de engorda, novilhos gordos de cria e vacas descartads- tomar 80% do preço da arroba vigente no mercado local.

1.3.16 - Programa de Inversões/Cronograma de Aplicação e Liberação de Recursos:


Obs.: Especificar cada ítem, como seja: raça mestiçagem e idade dos bovinos a adquirir; tipos de construções; veículos tratores, etc.; incluir como ítem final a cpomposição de dívidas do proponente.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

RECEITAS, CUSTOS E CAP. PAGAMENTO

1.3.15 - Receitas, Custos e Capacidade de Pagamentos -(R$)


a) - Capacidade de Pamento = saldo disponível (III - I) + Depreciação (coeficiente variável sobre os custos fixos).
b) - (30% a 70% de V).

1.3.16 - Instruções Sobre o Quadro (1.3.15)

1) - transportar valores do Quadro - 1.3.13 (Programa de Produção e Vendas);
2) - Compreende slários de administrador e capataz, quando houver, incluir o 13º salário. Não admitir em qualquer hipótese, salários inferior ao mínimo oficial local;
3) - Salários de agrônomo, veterinário, técnico agrícola ou qualquer outro técnico acaso contratado pela empresa. Incluir, também, se for o caso, pagamento de serviços mensais prestados por técnicos, mesmo sem ser em tempo integral. Indicar nº e salário de cada um na folha " Critérios Adotados na Estimativa dos Custos".
4) - Indicar valor da retirada do empréstimo para subsistência da familia. Admitir, para pequenos e médios produtores, um valor anual de 12 x 2,2 salários mínimo. Não calcular a subsistência da familia quando o proponente auferir renda extra-rural, devidamente comprovadas;
5) - Calcular 2,5% sobre o valor de máquinas, equipamentos, veículos e instalações (cercs, açudes ,currais, est´bulos,etc.);
6) - Calcular 20% sobre o valor de veículos e 10% sobre o valor de máquinas e equipamentos (tratores, motores, máquinas forrageirs, etc.);
7) - 0,2% sobre o valor da terra nua, ou o valor constante do INCRA para o ITR;
8) - Culturas temporárias: calcular à base de 40% a 70%, conforme a cultra, sobre o valor das receitas brutas das culturas explorads, o que dispensrá o cálculo das rubricas (sementes, adubos,
corretivos e defensivos agrícols). Culturas permanentes: incluir neste item somente o valor dos salários anuais de manutensão e/ou colheita das culturas, calculando nos demais itens as despesas respectivas de sementes, adubos, corretivos e defensivos, além de fretes. Quando for possivel e conhecido, aplicar para cada cultura um percentual que agregue todas as despesas de manutensão e colheita, o que dispensaria o cálculo isolado de cada item;
10) - Calcular 15% sobre a pauta estadual de cada produto ou sobre o preço de mercado, quando não houver pauta. Na maioria dos casos, dependendo da confirmação do agricultor, este item será deixdo em branco, tendo em vista que: a) - quando forem tomados preços mínimos não haverá cômputo de ICM; b) - em grande parte dos casos o ICM é pago pelo comprador dos produtos da empresa, sendo o preço fixado já no seu valor líquido;
11) - Calcular 2,5% sobre o valor d receitas do programa de produção;
12) - considerar os juros pagos nas operações de custeio direto ou através de cooperativas a financiamentos para en gorda e recria de bovinos, formação de culturas de milho, feijão e outras culturas de ciclo até dois anos. Calcular, em operações diretamente feitas com Bancos, o percentual previsto no M.C.R., ao ano sobre o valor do custgeio rural contratado anteriormente, computar-se-à tambem nesse item, no Ano I, o valor dos juros a serem pagos;
13) - Indicar o valor se houver;
14) - Indicar o valor, quando houver, detalhar unidades e quantidades consumids por período determinado na folha "Critérios Adotados na Estimativa de Custo";
15) - Indicar o valor gasto anualmente;
16) - Efetuar o cálculo, indicando, na folha "Critérios Adotados na Estimativa de Custos", o tipo de ração e os quantitativos ministrados por e´pécie e categoria animal. Menscionar o preço unitário por kg;
17,18,19) - Indicar o valor quando houver. Menscionar na folha "Critérios Adotados na Estimativa de Custos", os quantitativos por cultura e preço unitário por kg;
20) - Indicar valor, quando houver;
21) - Calcular 2% sobre a sub-soma dos demais itens dos "Custos Variaveis";
22) - Indicar valor dos juros a serem pagos a cada ano sobre o empréstimo de acordo com os percentuais previsto no M.C.R.

domingo, 18 de julho de 2010

Esquema de Reembolso

1.3.18 - Esquema de Reembolso¹





(1) - Os prazos de carência e amortização de empréstimo serão função da capacidade de pagamento da empresa.


1.3.19 - Parecer Final:

- Dentro deste tópico, serão feitas considerações sobre a viabilidade socio-econômica do projeto;

- Um relato sucinto sobre o mercado consumidor da produção da empresa, bem como, o de obtenção dos insumos utilizados no processo produtivo;

- O custo/benefício com o desenvolvimento do projeto, para o produtor e para as áreas vizinhas;

- O tempo de consolidação do projeto,etc.


Equipe Técnica Elaboradora do Plano:

_________________________________ .


1.3.20 - Anexos Indispensáveis:


1 - Croquis do imóvel indicando disposição das culturas, aguadas e benfeitorias existentes e projetadas;

2 - Orçamento e plantas das construções civis e instalações;

3- Estudos técnicos de irrigação;

4 - Cartas-propostas das firmas vencedoras das aquisições de máquinas e implementos;

5- Quadro de evolução do rebanho e suporte forrageiro;

6 - Custos operacional por ha das culturas (fundação);

7 - Outros elementos que julgar conveniente.

sábado, 17 de julho de 2010

Usos Atuais das Terras

1.3.4 - USOS ATUAIS DAS TERRAS

1.3.5 - EDIFICAÇÕES E INSTALAÇOES

(1) - Registrar, conforme o caso, os itens: casa-sede, casas de colonos, cercas, depósitos, estábulos, etc.).
(2) - Tipo de constgrução, capacidade c/ou dimensões.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

PROJETO DE ENGENHARIA

2 - Projeto de Engenharia:
- Dentro deste tópico, são planejadas com detalhamento a execução de obras e/ou utilização de equipamentos e estruturas especiais com base em estudos, levantamentos topográficos das áreas a serem transformadas, elementos ambientais e das explorações a serem implantadas, definidos através de pesquisas de campo e/ou análise laboratorial, bem como, dados experimentais adquiridos em projetos análogos;

2.1 - Sistema de Irrigação por Condutos Forçados: (Irrigação por Aspersão e Localizada).

-DADOS BÁSICO¹
a) - Localização Geográfica
- Latitude
-Longitude
b) Climatologia
- Pluviometria (média mensal em mm)
- Insolação (média mensal em horas de luz/dia)
-Temperatura Mensal (médias das médias em °C)
- Umidade Relativa do Ar (média mensal em %)
- Intensidadedos Ventos ( média mensal em m/s)
- Evapotranspiração Potencial (média mensal em mm): tem sido calculada pelo método de Hargreaves, em função da latitude e da temperatura média mensal.

(1) - Estes dados são gerais, comuns a todas as modalidades de irrigação, sendo usados conjuntamente com elementos das culturas e dos solos das áreas aserem irrigadas, nos cáculos do s dados básicos específicos para a elaboração do sistema de irrigação definido.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

2.1 - Projeto de Irrigação por Aspersão

2.1 - Projeto de Irrigação por Aspersão.
Para a elaboração do projeto, se faz nessario a utilização de plantas topográficas plani-altimétricas em escala apropriada, com curvas de nivel de metro em metro,se possivél, dependendo da inclinação do terreno. Nesta planta é definida a posição das linhas principais e laterais, bem como a localização do conjunto adutor.

2.1.1 - Cálculo do Sistgema de Irrigação.
De posse dos dados básicos gerais, ds análises laboratoriais de solo e água,onde são determinados os dados referentes a: capacidade de campo; umidade de murchamento; umidade disponivel; e capacidade de infiltração de água no solo; dar-se-à a obtenção das informações básicas inerentes ao sistema que combinados no formulário apresentado neste item, definirão os parâmetros a serem utilizados na operação do sistema de irrigação.


2.1.2- Infomações básicas:
- àrea a irrigar em ha
- cultura a explorar
- densidade aparente do solo (Da)
-profundidade efetiva do sistema radicular da cultura (Pe)¹, em metro.
- capacidade de campo (Cc), em %
-umidade de murchamento (Um), em%
-umidade disponivel (Ud), em % = Cc-Pm
-capacidade de infiltração = (Ci), em mm/s
- evapotranspiração real ( Er = evap. potencial x coef. cultural )²
- balanço hídrico (Bh = Er - Precipit. dependente)
- índice de utilização da umidade disponível (Iud),³ em

(¹) - Considerando que a planta não consegue distribuir uniformemente suas raizes e radículas em toda profundidade do solo, nas camadas superficiais há sempre uma maior concentração de raizes, reduzindo a medida que se aprofunda. Dependendo do tipo de solo, obedece a seguinte distribuição: 50% no primeiro terço; 35% no segundo terço e 25% no terceiro terço de seu comprimento.
(²) - Coeficiente de correção que depende da cultura. Blaney-Criddle publicou uma tabela com o coeficiente (k) para diversas culturas.
(³) -água residual da umidade disponível que deverá conter o solo entre irrigações subsequentes; depende do tipo de solo sendo: 50-60% para solos arenosos; 40-50% para solos franco-arenoso; 30-40% para solos argilosos.
Nota: A continuação dos itens do projeto se encontram nas "Postagens Mais Antigas"

quarta-feira, 14 de julho de 2010

2.1.2-"Constantes de Irrigação"

2.1.2 - Cálculo das Constantes de Irrigação

a-Lâmina máxima de irrigação (Lmx) em mm.
- Lmx = (Cc - Pm /100) x Ud x Pe , (Pe em mm).

b - Lâmina líquida de irrigação (Li) em m³/ha
-Li = (Cc - Pm/100) x Da x Iud x Pe x 10.000
Sendo: Pe (prof. efet. sistema radicular em m) x10.000 para se ter dos dados em 1 ha.

c - Eficiência de Irrigação (Ei) em% (80-90% em sistema de irrigação por aspersão bem conduzido).

d - Lâmina Bruta de Irrigação (Lb) em m³/ha
- Lb = Li/ Ei

f - Uso Consuntivo Diário do Mês Crítico (Ucd) em mm/dia
- Ucd = Evap. Real no mes crítico / nº dias do mês

h - Turno de Rega (Tr)
- Tr = Li / Ucd = nº de dias
sendo : Li, em mm

terça-feira, 13 de julho de 2010

2.1.3 -" Quantificação e Carct.da Rede de Condução"

2.1.3 - Quantificãção e Cracterização da Rede de Condução e Distribuição de Água .

Esta etapa do Projeto, requer do projetista uma certa vivência em elaboração de projetos, pois, a eficiência de irrigação, bem como, o custo de implantação, estão na dependência direta da disposição na área a ser irrigada da estrutura de condução e distribuição de água.
Torna-se necessário para o dimensionamento da rede acima referida, além dos parâmetros anteriormente calculados, a planta topográfica que evidencia o relevo da área e determina o ponto, ou pontos de adução da água. Formulários ou ábacos em que determinem as perdas de cargas e volocidades na condução de água, nos diversos diâmetros de tubulações determinados.

2.1.3.1. - Elementos Básicos:
- Lâmina bruta de irrigação (Lb)
-Turno de rega (Tr)
-Horas de funcionamento/dia
-Uso consuntivo bruto/dia
- Capacidade de infiltração
-Velocidade média dos ventos
2.1.3.2 - Escolha do Aspersor(¹):

- intensidade precipitação
- pressão de serviço
- espaçamento entre aspersores
- espaçamento entre laterais
- vazão nominal
- diâmetro dos bocais
(¹) - De posse dos elementos básicos, acima citados (3.2.1), é possivel consultando catálogos de fabricantes de equipamentos de irrigação, escolher o melhor aspersor que se adapte ao projeto. Mas, é aconselhavel, que se leve os elementos básicos do projeto com plantas da área a irrigar, a uma loja de comercialização especializada, que dispõe de técnicos capacitados a indicar as melhores opções ao Projeto.

2.1.3.3 - Tempo de Irrigação (Ti) = período de irrigação x horas de funcionamento

2.1.3.4 - Tempo de Funcionamento por Posição (Tp) = lâmina bruta / precipitação do aspersor

2.1.3.5 - Número de Posição por Turno (Np) = Ti / Tp

2.1.3.6 - Área Irrigada por Posição (Aip) = área total irrigada / nº de posições

2.1.3.7 - Comprimento por Posição (Cp) = Aip /espaçamento entre laterais

2.1.3.8 - Número de Aspersores por Posição (Nap) = Cp / espaçamentos entre aspersores
2.1.3.9 - Número de Posição por Dia (Npd) = horas de funcionamento dia / tempo de func. posição

2.1.3.10 - Área Irrigada por Dia (Aid) = Aip x nº posição dia
2.1.3.11 - Vazão Necessária (Vn) = nº de aspersores por posição x vazão nominal do aspersor

2.1.4" Deter. dos Diâmetros da tubulaçao."

2.1.4 - Determinação dos Diâmetros da Tubulação.

O diâmetro das tubulções usadas na irrigação por aspersão, depende da vazão calculada para as mesmas. Tubos de grandes diâmetros reduzerm as perdas de carga mas oneram o custo do conjunto; tubos de diâmetros reduzidos para grandes vazões, determinam grandes perdas de carga por atrito acarretando a necessidade de conjuntos motor-bomba de maior potência e assim mais caros.Estudos realizados estabelecem limites econômicos, recomendando que: para linha principal o limite de 15% da pressão de serviço do aspersor e para as laterais de 20%, sendo que no sistema como todo a velocidade não ultrapasse os 2m/s.

a - Linha Principal:
- comprimento em metro - deve ser aquele que permita irrigar toda a área cultivada.
- vazão
- diâmetro
- perda de carga específica - conforme diagrama de perdas de carga.
- perda de carga nmo trecho - diferença máxima admissivel,entre dois pontos no sitema é de 20% da pressão de serviço do aspersor.

b - Linha Lateral (ramais de irrigação)

- comprimento - depende do nº de aspersores em funcionamento e da distancia dos aspersores na linha, comvém lembrar que o primeiro aspersor, aquele que fica mais próximo da linha principal, deve ser colocado na metade da distância calculada para intervalo entre eles.
-vazão = a soma da vazões dos aspersores em funcionamento.
-diâmetro
- perda de carga específica ,em m/100m
- perda de carga no trecho = específica x comprimento do ramal x fator de correção(¹), não devendo ultrapassar 20% da pressão de serviço do aspersor.
- velocidade, em m/s

(¹) -O fator de correção (f), é um coeficiente de saidas multiplas que depende do nº de aspersores no ramal de irrigação. É encontrado em tabelas.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

2.1.5 -ESCOLHA DO CONJ. ADUTOR

2.1.5 -Ecolha do Conjunto Adutor:
- A última etapa do projeto de engenharia de irrigação é a escolha do conjunto adutor, que no sistgema de irrigaçãop por aspersão onde há exigência de pressões elevadas para funcionamento dos aspersores, normalmente são utilizados conjuntos eletro ou motobombas. Os elementos b´[asicos para determinação dos parâmetros a serem utilizados no dimensionamento do conjunto, foram colculados nos tópicos anteriores, que substgituyidos nas fórmulas apresentadas nos modelos para calculo deste ítem, determinarão as es´pecificações do conjunto adutor recomendado para o projeto.

a - Elementos Básicos:
- Vazão total (vt), em m³/s.
- Altura de sucção (Hs) , em m.
- Pressão de serviço do aspersor (Hps), em m.
- Altura dos aspersores (Has), em m.
-Desnível máximo do solo (Hds), em m.
- Perdade carga na linha principal (Hfp), em m.
- Perds de carga nos ramais Hfr) em m.
- Perda de carga eventuais (5% do total) (Hev), em m.

b - Altura manométrica total (Hmt), em m.
- Htm = a somatória de todas perdas de carga, em m.

c - Potência requerida no eixo da bomba (Pr), em CV. (1 CV = 0,75 Kw).

- Pr = Vazão total x Hmt/2,7 x rendimento (%)¹.

d - Potência do motor (Pm).
- Pm = 1,2 x Pr

(1) - Tabelas de fabricantes de bombas, permitem conhecendo-se a vazão e a altura manométrica total a escolha da bomba com o melhor rendimento.

domingo, 11 de julho de 2010

2.2- Projeto de Irrigação Localizada

2.2 - Projeto de Irrigação Localizada:
- O fundamento da irrigação localizada, se baseia na economia de água, permitindo molhar uma superfície mínima de solo mas que permite uma ótima produção. Se considerarmos o volume de água para irrigar um hectare por gravidade (inundação em sulcos), com o mesmo volume se irrigaria 1,6 ha com irrigação localizada. Outra vantagem, seria a possibilidade de se aplicar a adubação e os defensivos, diluidos na água de irrigação.
O sistema de irrigação localizada é constituida de um Grupo gerador de impulsão; de uma Linha Principal ou primária, a qual esta ligado um sistema de controle da irrigação (Cabeçal de Irrigação), composto por registro de controle de vazão e pressão, equipamentos filtrantes e outros optativos, como tanques de adubação e aplicação de defensivos . De Linhas Secundárias ou de distribuição,onde estão ligadas as Linhas porta Emissores ou Terciárias, constituindo o conjunto (linha secundária e porta emissores) na sub-unidade de irrigação.

2.2.1 - Elementos Básicos: ( Parâmetros agronômicos da parcela a irrigar).
a - Elementos da cultura
- Área do projeto, em ha.
- Fator de cultivo (Kc) ¹, em %.
- Fator de sombreamento (Ks) ², em %.
- Espaçamento (E), em m² (m x m).
- Profundidade efetiva das raizes (Pr) ³, em m.

b - Elementos do solo
- Densidade aprente (Da)
-Capacidade de campo (Cc)
- Umidade de murcha (Um)
- Capacidade de infiltração (Ci)

c - Pluviometria média
d - Evapotranspiração real (Etr)
- Etr = Etp x Kc = mm

e - Uso consuntivo diário (Ucd)
- Ucd = Etr / Nº dia do mes = mm/dia

f - Uso consuntivo diário crítico

h - Balanço hídrico (Bh)
- Bh = Etr - Precipitação dependente (Pd) = mm

(1) - Coeficiente de correção que depende do cultivo e do estágio de desenvolvimento da planta.
Existem publicações onde os valores de Kc, são dados para diversas culturas e regiões.

(2) -O percentual da área ocupada pela projeção da copa da cultura dentro do espaçamento adotado para a mesma.

sábado, 10 de julho de 2010

2.2.2 - Necessidade d'água para Irrigação

2.2.2 - Necessidade d'água para Irrigação

a - Lâmina teórica de irrigação(Lt)
- Lt = Uso consuntivo diário crítico x Fator de sombreamento (Lt = Ucd x Ks = mm/dia).

b - Volume teórico de irrigação (Vt)
-Vt = Lâmina teórica x Espaçamento da cultura Vt = Lt x R = l/planta dia.

c - Lâmina liquida de irrigação (Li)

Obs: Considerando que em irrigação localizada se irriga sempre com 70% de umidade no solo (Iud = 30%)Li =[ (Cc-Pm) x da x Pr x Iud] / 100 = mm


2.2.3 - Cálculo do Sistema de Irrigação

a -Elementos básicos :
- Volume teórico de irrigação (Vt)
- Uso consuntivo diário crítico (Ucd)
-Capacidade de infiltração do solo (CVi)
-Jornada de trabalho (Jt)
- Lâmina líquida de irrigação (Li)
- Área sombreada da cultura (E x Kc)
- Eficiência de aplicação (Efa) = 90%

b- Escolha do Emissor
Determinado pela relação: área molhada / área sombreada = Am/As = ou >0,33.
- Modelo
-Preessão de serviço (Ps), em Kg/cm².
- Vazão (Q),em l/h
- Diâmetro de alcançe (D), em m.
- intensidade de precipitação (Ip), em mm.
- Coeficiente de uniformidade (Efa), em %.
- Bocal, em mm.

c - Volume d'água disponivel para a planta (Vd)
- Vd = àrea molhada x nº de emissores por planta x lâmina líquida de irrigação
Vd =Am x nºE x Li = l/planta

d - Frequência de irrigação (F)
- F = volume d'água disponivel / volume teórico de irrigação
F = Vd / Vt = dias¹

e - Ajuste do Volume d'água disponivel (Vda)
- Vda = frequência ajustada x volume teórico de irrigação
Vda = Fda x Vt = l/planta

f - Tempo de irrigação (Ti)
- Ti = volume d'água ajustado / (nº de emissores x vazão nominal x coef. aplicação)
Ti = Vda / nº E x Q x Efa = h / planta

(1) - Como a frequência deve ser um número inteiro, adota-se os valores aproximados .

sexta-feira, 9 de julho de 2010

2.2.4 - Determinação das Unidades de Irrigação

2.2.4 - Determinação das Unidades de Irrigação: Geralmente em irrigação localizada, todas as áreas estão divididas em pequenas subunidades de irrigação, as quais podem ser irrigadas simultaneamente ou isoladas.O seu funcionamento é homogêneo, dipondo em sua cabeceira, um dispositivo (cabeçal de irrigação), ligado a tubulação primária, composto de filtros , reguladores de pressão e/ou registros, equipamentos de ferti-irrigação e outros.

a - Nº de unidades operacionais (Nu)
- Nu = Jornada de trabalho x frequência de irrigação / tempo de irrigação

b- Área por unidade operacional (Au), em ha.
Au = área ocupada pela cultura / nº de unidades

c - Nº de emissores por unidade (NºEu)
- NºEu =area da unidade x nº de emissores por planta / espaçamento da cultura

d - Nº de unidades irrigadas por posição (NºUp)
- NºUp = nº total de unidades / (jornada de trabalho x frequência média

2.2.5 - Cálculo da Vazão de Projeto (Qp)
a -Qp = Nº de emissores por unidade x vazão nominal x nº de unidades por posição
Qp = NºEu x Q x NºUp = l/h

2.2.6 - Determinação do Diâmetro das Tubulações
a - Linhas terceárias (porta emissor):
- Nº de Emissores (NºE)
- Comprimento, em m:
Comprimento real (L)
Comprimento virtual (Lv), Lv = L + (nº de saidas ou emissores x 0,35) ¹
- Vazão do ramal (Qr), em l/h
Qr = Vazão do Emissor + Nº de Emissores (l/h)
- Perdas de cargas na linha porta emissor(admissivel , 0,08 x Ps)¹

-Desnível geométrico, em metro ( se ascendente somar as perdas de carga, se descendente subitrair).

(¹)-Calculada pela fórmula de Cruciani- Margaritora, para tubulação de polietileno:



Sendo:

J = perda de carga na linha, em mca da tubulção.

L = comprimento virtual, em m.

Q = vazão , em m³/h.

D = diâmetro interno da tubulçáo, em m.

F = fator que depende do número de saidas ou emissores na linha.



Obs: Uma tabela com os valores de F, constará dos 'Anexos do Projeto'.



b - Linhas secundárias

- Comprimento,em m.

Comprimento real (L)

Comprimento virtual (Lv) = L + (nº de saidas x 0,35)

- Vazão, em m³/seg (soma das vazões das terceáreas em operação)

- Perdas de cargas na linha (admissivel 0,12 x Ps), como a tubulação é polietileno, utiliza-se a fórmula de Cruciani-Margaritora.



c - Linha primária ou principal

- Comprimento, em m.

- Vazão (Q = vazão das Unidades a irrigar por posição), em m³/seg.

-Diâmetro interno, em m.

- Velocidade da água.

-Perdas de cargas ( como a tubulação é de PVC, usa-se a fórmula de Veronese-Datei para os cálculos).

-Desnível geométrico, em m.



Sendo:

-J = Perda de carga, em mca da tubulção.

-D = Diâmetro interno da tubulação em m.

-L = comprimento da tubulção em m.

-Q = vazão em m³/seg

quinta-feira, 8 de julho de 2010

2.2.5 - Escolha do Sistema de Adução

2.2.5 - Escolha do Conjunto Adutor

a - Elementos Básicos:
- Vazão total (Vt), em m³/seg.
- Altura de sucção (Hs), em m.
- Perda de carga na adção (Hfa), em m.
- Perdas eventuais (Hev), 10% sobre as perdas anteriores, em m.
- Desnível do solo (Hds), em m.
- Pressão de serviço do emissor (Ps).

b - Altura manométrica total (Hmt) = somatória de todas as perdas de cargas, em m.

c - Escolha da Bomba
- Marca
- Modelo
- Rotação
- Nº de Estágios
- Rotor
- Vazão
- Pressão de Serviço
- Rendimento

d - Potência Requerida no Eixo da Bomba (Pr)
-Pr = Vt x Hmt / 2,7 x Rendimento (em torno de 70%)

e - Potência do Motor (Pm)
-Pm = 1,2 x Pr

quarta-feira, 7 de julho de 2010

2.2.6 Anexo - 1

2.2.6 - Anexo - 1
-UNIDADE DE IRRIGAÇÃO

terça-feira, 6 de julho de 2010

ANEXO -2

- ANEXO - 2 (FATOR DE CORREÇÃO 'F')


segunda-feira, 5 de julho de 2010

2.3 - Sistema de Irrigação por Escoamento Superficial

2.3 - Irrigação por Escoamento Superficial
- Dentro deste Sitema, tambem chamado de "Irrigação por Gravidade", temos a Irrigação por Inundação em Sulcos e a Irrigação em Tabuleiros (apropriada para irrigar a rizicultura). A engenharia de projeto, segue a mesma sistemática da anterior, divergindo apenas no ítem: cálculo do sistema de irrigação pela introdução do subitem "Determinação do Sistema de Adução e Drenagem" e geralmente da necessidade de sistematização dos solos.

Em alguns projetos, há necessidade de se combinar a condução d'água de irrigação através de obras hidrâulicas (reservatório e canais), com conjunto adutor (eletro ou moto-bombas e redes de condução).


2.3.1 - Irrigação por Inundação em Sulco (as informações básicas são as mesmas dos sistemas anteriores).


1 - Elementos Básicos:

- Área, em ha.

- Lâmina bruta de irrigação (Lb), em mm/ha.

- Turno de rega (Tr), em dias.

- Horas de funcionamento/dia (hf), em h.

- Capacidade de infiltração (Ci), em l/seg x m.

- Espaçamenbo entre plantas (Ep), em m.

- Comprimento médio do sulco (Cs)¹, em m.

- Nº de sulcos por hectare (Nºs).


(¹)- O comprimento do sulco depende do tipo de solo, pode ser determinado em teste de campo, mas existem tabelas que fornecem com bastante confiabilidade, os comprimentos de sulcos nos diversos tipos de solos.


2 - Cáculos de Irrigação:



- Vazão reduzida por silco (Vr), em l/s.

Vr = Comp. do sulco x cap. infiltração = l/seg.



-Volume a aplicar p/sulco (Qs), em m³/ha.

Qs = Lâmina bruta / nº de sulcos /ha = m³/ha



-Tempo de irrigação por turno de rega (Tit), em h.

Tit = Turno de rega x Horas de funcionamento/dia, em h.


- Tempo de funcionamento por sulco (Ts),em h.

Ts = Volume a aplicar por sulco / Vazão reduzida por sulco= h


-Nº de posições por turno (Np)

Np = Tit / Ts


-Área irrigada por posição (Aip), em ha.

Aip = Área total irrigada / Nº de posições = ha.


- Nº de sulcos por posição (Np)

Np = Aip / Comp. médio do sulco


- Nº de posições por dia (Npd)

Npd = Horas de funcionamento dia / Tempo de funcionamento por sulco


- Área irrigada por dia (Aid),em ha.

Aid = Áip / Ndp = ha.


- Vazão necessária por posição:

a - vazão inicial máxima (Q1)

b - Vazão de manutenção (Q2)



- Q2 = Vazão reduzida x nº de sulcos por posição

Q2 = Vr x Np = l/s